No final da tarde de ontem, em algumas bancas de revista da cidade, já não mais se encontrava a edição da Veja em que o senador Jarbas Vasconcelos critica com veemência não apenas o Governo Lula, de quem é constante opositor, mas sobretudo a condura dos caciques do tradicional PMDB, partido definido como "corrupto". As declarações surtiram grande desconforto nos companheiros de bancada, classificados como garroteadores de voto, e caçadores de benesses.
Mas talvez uma outra declaração, que coincidentemente, ou não, encontra-se ao final da entrevista, gere tamanho desconforto a nivel estadual: a de que não está nos planos do parlamentar concorrer a nenhum outro cargo político após o final do seu mandato. Que não estava nos planos do peemedebista disputar o Governo do Estado com o governador Eduardo Campos (PSB) em 2010, isso é fato.
Primeiro, porque a disputa seria uma reedição da briga iniciada com o arqui-inimigo, o falecido ex-governador e avô de Eduardo, Miguel Arraes. E, neste caso, uma derrota teria proporções bem maiores. Segundo, porque o socialista tem um governo bem avaliado e colherá inúmeros frutos administrativos ao longo dos próximos dois anos.
A pergunta que paira no ar é a de que até onde pode se levar essa declaração ao "pé da letra". Com 43 anos de vida dedicados à política, será mesmo que Jarbas se aposenta? Ou tudo não passa de uma estratégia para justificar a indicação de seu pupílo, o deputado federal Raul Henry, na disputa do ano que vem? Ainda que tarde, a resposta chegará em 2016, quando o seu mandato no Senado acabar...
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