Os 26 vereadores e ex-vereadores do Recife, condenados por uso de notas fiscais frias, podem até ficar livres das multas impostas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Mas não vão passar incólumes da censura popular através dos blocos de Carnaval. O bloco Siri na Lata, tradicional pelo sarcasmo contra políticos, vai usar o caso das notas como tema este ano do seu baile.
A diretoria da agremiação organizou na última terça-feira uma panfletagem nas galerias da Câmara – com direito a mulatas caracterizadas de rainhas de escola de samba – para distribuir “convites” do baile aos vereadores “com valores a devolver aos cofres públicos”. No “convite”, a diretoria avisa que basta apresentarem “a carteirinha de vereador e participar da ala ‘Frauda que eu gosto!’”. Logo abaixo estão os nomes dos condenados pelo TCE.
O protesto, durante a sessão, durou cerca de 15 minutos. No início, chamou a atenção dos vereadores. Mas logo em seguida eles ignoraram a presença das três dançarinas, que distribuíam cópias dos “convites” aos presentes nas galerias, alguns panfletos foram atirados para os vereadores no plenário. Imperou mesmo foi o silêncio e o constragimento. Apenas Jurandir Liberal (PT), um dos inocentados pelo TCE, comentou o ato, e mesmo assim de forma muito sucinta. “Cada um tem uma forma de protestar”, disse.
Presente no plenário, o ex-vereador Cordeiro de Deus (PRB) – agora assessor da Câmara, e um dos condenados pelo TCE –, foi o que mais demonstrou incômodo com o protesto. E evitou a imprensa.
Depois de deixarem as galerias, as três dançarinas iriam entrar no plenário para distribuir os panfletos aos vereadores, mas desistiram. Em frente ao prédio da Câmara, um funcionário esboçou a tentativa de impedi-las de pousar para fotos, mas logo desistiu.
Apesar de contido, a maioria do público que acompanhava a sessão na Câmara aprovou a iniciativa. “É válido. Mostra a cara de quem usou notas frias”, disse o funcionário público José Galdino Santos, 55 anos.
Segundo o presidente do bloco, o jornalista Ricardo Carvalho, a ideia de usar o caso das notas no baile – marcado para sexta-feira (13), no Clube Português – foi pensada desde a campanha eleitoral. Sob o protesto com as dançarinas na Câmara, ele foi irônico: “É para mostrar que aqui é uma casa de samba". (Jornal do Commercio)
A diretoria da agremiação organizou na última terça-feira uma panfletagem nas galerias da Câmara – com direito a mulatas caracterizadas de rainhas de escola de samba – para distribuir “convites” do baile aos vereadores “com valores a devolver aos cofres públicos”. No “convite”, a diretoria avisa que basta apresentarem “a carteirinha de vereador e participar da ala ‘Frauda que eu gosto!’”. Logo abaixo estão os nomes dos condenados pelo TCE.
O protesto, durante a sessão, durou cerca de 15 minutos. No início, chamou a atenção dos vereadores. Mas logo em seguida eles ignoraram a presença das três dançarinas, que distribuíam cópias dos “convites” aos presentes nas galerias, alguns panfletos foram atirados para os vereadores no plenário. Imperou mesmo foi o silêncio e o constragimento. Apenas Jurandir Liberal (PT), um dos inocentados pelo TCE, comentou o ato, e mesmo assim de forma muito sucinta. “Cada um tem uma forma de protestar”, disse.
Presente no plenário, o ex-vereador Cordeiro de Deus (PRB) – agora assessor da Câmara, e um dos condenados pelo TCE –, foi o que mais demonstrou incômodo com o protesto. E evitou a imprensa.
Depois de deixarem as galerias, as três dançarinas iriam entrar no plenário para distribuir os panfletos aos vereadores, mas desistiram. Em frente ao prédio da Câmara, um funcionário esboçou a tentativa de impedi-las de pousar para fotos, mas logo desistiu.
Apesar de contido, a maioria do público que acompanhava a sessão na Câmara aprovou a iniciativa. “É válido. Mostra a cara de quem usou notas frias”, disse o funcionário público José Galdino Santos, 55 anos.
Segundo o presidente do bloco, o jornalista Ricardo Carvalho, a ideia de usar o caso das notas no baile – marcado para sexta-feira (13), no Clube Português – foi pensada desde a campanha eleitoral. Sob o protesto com as dançarinas na Câmara, ele foi irônico: “É para mostrar que aqui é uma casa de samba". (Jornal do Commercio)

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